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Em audiência pública sobre portais institucionais, Condege defende comunicação inclusiva

A padronização dos portais institucionais dos tribunais foi  tema de audiência pública do Comitê de Comunicação Social do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta terça-feira, 25. Os debates contaram com a participação do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) representado, na ocasião, pela diretora de Comunicação da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Débora Diniz.  A Defensoria Pública no Rio integra a diretoria-executiva do Condege.

“É muito importante pensar em todos os públicos para que a gente tenha uma comunicação inclusiva”, disse Débora durante sua participação na audiência. Ela destacou a preocupação dos setores de comunicação das Defensorias Públicas em todo País em utilizar uma linguagem cada vez mais simples e acessível para que a mensagem seja, de fato, compreendida pelo público a que se quer chegar.

Débora Diniz afirmou, ainda, que é preciso ter empatia com as pessoas que estão recebendo a mensagem que uma instituição se propõe a transmitir: “Queria chamar a atenção para a auto-reflexão. Estamos fazendo isso na nossa comunicação? Temos nos colocado no lugar de quem vai ler, acessar aquela informação? Porque muitas vezes os termos que utilizamos acabam sendo mais um mecanismo excludente a essas pessoas que são privadas de tanta coisa”, questionou.


Débora Diniz tem ampla experiência em comunicação pública e, ao representar
o Condege, falou sobre empatia na comunicação e, ainda, sobre inclusão.

 

A audiência
Conforme a presidente da Comissão Permanente de Comunicação Social do Poder Judiciário, conselheira do CNJ Tânia Regina Silva Reckziegel, o intuito da audiência é garantir o alcance de um debate democrático. “Convidamos todos os tribunais dos diferentes ramos da justiça, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Advocacia Geral da União, a Ordem dos Advogados do Brasil, Associações e Conselhos representativas e as informações aqui colhidas têm por fim ampliar o conhecimento sobre a temática e vão subsidiar o parecer do comitê”, destacou.

Conforme o Conselho Nacional de Justiça, a partir das sugestões colhidas na consulta será preparada a minuta com recomendações a ser apreciada pelo Plenário do Conselho.

 

 

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Reportagem:  Gisele França
Imagens: reprodução canal CNJ no Youtube